Case de Vinícius Paixão, em Consultoria

Auditoria black-box de cache e CDN

Cliente
portal de notícias nacional (anonimizado)
Período
2026
Papel
autoria solo
Stack
Cloudflare, HTTP caching, WordPress, AWS, Bash

Contexto

Conta de origem em nuvem subindo sem explicação, com CDN na frente que "deveria estar segurando". Ninguém sabe dizer o hit ratio real, e o acesso ao painel do cliente nem sempre está disponível no início do trabalho.

Intervenção

Auditoria que usa apenas headers HTTP públicos — zero credencial, zero acesso à infraestrutura. Amostra estratificada por idade de conteúdo, sorteada com seed fixa a partir dos sitemaps, e três passes controlados sobre as mesmas URLs:

  1. medição fria,
  2. medição imediata,
  3. medição após o TTL declarado expirar.

O desenho é auto-controlado: separa "cache frio" (artefato de amostragem, que invalida a maioria das auditorias de cache) de "TTL expirado" (defeito real), e essa conclusão não depende de qual PoP atendeu. Testes auxiliares cobrem query string na chave de cache, revalidação condicional (304), negociação de conteúdo, cookies de sessão e rotas no-store.

Resultado

O caso de referência isolou dois defeitos que se somavam: TTL curto demais para o tipo de conteúdo, e Last-Modified preenchido com o timestamp de render — o que elimina a revalidação barata e faz cada expiração custar um render completo mais o HTML inteiro trafegado da origem. Os dois ajustes de maior impacto eram configuração de painel, sem deploy.

Produtizado

O método virou uma skill executável (auditoria-cache-cdn), com roadmap próprio e saída em relatório técnico e executivo — reaplicável a qualquer domínio sem refazer o raciocínio.

Papel

Autoria solo do método, das sondas e dos relatórios.

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